Pular para o conteúdo principal

L.Cima: O ouro do tempo

Vira e mexe sempre nos vemos em uma situação na qual um disco ou uma música nos surpreende e esses momentos quase sempre surgem diante de um álbum anteriormente escutado, não compreendido e largado em meio às poeiras da estante. A sensação é sempre a melhor possível e remete ao fato de, no instante do “clarão”, se perceber como a bagagem musical acumulada pelo indivíduo entre a primeira e a última audição de uma obra é o suficiente para entender determinada canção. Isso é sempre acompanhado por uma mensagem subliminar escondida, muito bem guardada onde o álbum parece nos dizer: “Seu merda, e você pensando que já sabia de tudo!”. É como se a cabeça não funcionasse direito antes e passasse a trabalhar da forma correta. Isso se trata de momentos com discos como o The Dark Side of The Moon (que nos reserva boas surpresas) e de bandas ou discos mais situados em um grupo de musicalidade menos óbvia. Bandas como Tortoise, Fleet Foxes (o segundo disco) e o primeiro disco solo do Scott Weilland, a princípio, podem gerar certa estranheza aos ouvidos, mas depois se percebe que eles só estavam esperando pelo momento no qual o ouvinte encontre a chave certa para decifrar seus códigos. Chave essa que pode estar em outro disco, em uma mesa de bar e até mesmo quando se fala da vida dos outros em um chat do Facebook. O importante é que, quando se estabelece a comunicação entre as partes, o que estava perdido no tempo acaba se valorizando como ouro e a pessoa fica ávida por mais momentos como esse. Quem já viveu uma experiência como esta sabe do que estou querendo dizer. Para quem ainda não viveu, eu desejo que cheguem logo os seus primeiros fios de cabelo branco.

Popular Posts

Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.

Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.
Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.
Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista…

"Carnaval, carnaval, carnaval / Fico tão triste quando chega o carnaval" Por Sérgio Moraes

Com uma sonoridade ímpar desde os idos de 1985, a Banda Organoclorados (Alagoinhas-Bahia), Lançou seu mais recente vídeo “No Carnaval a Gente Esquece”. Você pode ouvir nas plataformas de vídeo espalhadas pela web ou aqui! 



O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”

Discoteca Básica Soterorock Apresenta: Entre 4 Paredes

Dando continuidade na nossa maratona especial da quarta edição do Soterorock Sessions, aqui vai mais uma postagem da série Discoteca Básica Soterorock Apresenta. Dessa vez, trazendo mais uma atração do nosso evento, a banda Entre 4 Paredes. Com diversas influências musicais, que vão do pop rock, até o post punk, passando pelo rock nacional e o gótico, o sexteto traz para essa matéria bons sons que merecem uma audição mais atenta e, junto a eles, as suas relações com cada um desses discos. Pegue carona nas dicas do grupo e deguste cada segundo musical dessa lista!
David Vertigo (tecladista)
Suicide - Suicide


O disco que inventou o cyberpunk antes dele existir. O trabalho de estreia homônino da dupla Suicide (Alan Vega nos vocais e Martin Rev no sintetizador) mostra da forma mais crua possível o que bandas de Industrial, EBM e afins só exibiriam décadas mais tarde:  niilismo, subversão, falta de esperança, ódio, inconformismo... Com timbres minimalistas, baterias repetitivas, vocais nonse…