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Resenha: “Amor Atlântico”, de André L. R. Mendes.

Foto por João Smith
Desde os tempos como frontman do Maria Bacana, André L. R. Mendes já chamava a atenção com o seu talento de cantor e compositor no cenário local e o seu terceiro disco solo conserva esta condição, mas em um nível mais elevado e maduro ao que se apresentava na época de sua antiga banda. Com uma produção sempre muito cuidadosa de Jorge Solovera, “Amor Atlântico” é um disco de dez canções curtas ao violão e com texturas requintadas, de caráter intimista e com um tom de melancolia que remete a um final de tarde sentindo o cheiro da chuva leve ao lado de quem se ama. 

 O disco se difere dos anteriores por conta de um clima mais calmo, chegando a lembrar artistas como Bon Iver e Elliott Smith, ou até mesmo como o Billy Corgan na fase “Adore”, mas sem os aparatos eletrônicos. Logo se percebe essa característica da obra em sua primeira música, “As Velhas Ondas”, que é uma bela paisagem musical à beira da praia. O amor é um tema presente em quase todas as faixas, como por exemplo em “Sim, Deixa Fluir”, “Tempo de se Jogar”, “Lobo Só” e “Amor Atlântico”, essa última à capela. 

A nostalgia também encontrou espaço em “Só Lembro”, enquanto “Casa Amarelo Ouro” mereceria estar em uma sequencia final de um bom filme da Sofia Coppola. “Tchau Jornal” mostra o lado político de André, onde ele chama a atenção para como a mídia pode manipular ou esconder a verdade, sugerindo ao ouvinte que não acredite em tudo o que se lê. “Amor
Capa do Álbum 
Atlântico” é um bom disco e merece a atenção dos amantes do rock e daqueles que gostam de boa musica, de canções cuidadosas e bem elaboradas. 

André L. R. Mendes não dá as costas para o seu passado musical e, além do “Amor Atlântico”, disponibiliza todo o trabalho de sua carreira (para download) no seu site e promete lançar um trabalho novo a cada ano, sempre no dia do seu aniversário. É uma postura interessante e inédita para o cenário, que a cada 15 de julho terá uma boa novidade musical a ser celebrada. Ouça e deixe fluir!!!!!!!!



Veja o Vídeo: 

Resenha por Léo Cima
Criticas, sugestões de pautas e assuntos ligadas a música escreva: rotaalternativa@soterorockpolitano.com

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O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
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Com o local sempre pontual no inicio dos sons, comecei a acompanhar a festa pela live do perfil do pub no Instagram no caminho para lá, o que me deixou mais ansioso em chegar e percebendo, já in loco, o quanto não deu para ter, pelo vídeo, a noção de quanta gente compareceu ao evento. É comum o lugar receber uma boa quantidade de gente nas noites de sábado, mas logo de cara, um grupo de pessoas que se aglomerava na parede de vidro do seu lado de fora, para assistir ao som, chamou a atenção.

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