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HOMENAGEM MERECIDA | (Show de lançamento do CD Tributo a Pastel De Miolos)


O Irish Pud do Rio Vermelho estava em clima de festa no último dia dezenove de outubro. O motivo para tal clima foi o lançamento do tributo à Pastel De Miolos Pdm, intitulado Eu Não Quero Ser o Que Você Quer, e estavamos lá para conferir essa merecida homenagem à uma das mais importantes e significativas bandas do cenário local. O evento ainda contou com a presença das bandas Latryna, Theatro de Seraphin e Snooze. Chegando lá já se percebia que o lugar estava mais cheio que o normal, com parte do público conversando e refrescando a garganta até o momento em que a primeira banda subiu ao palco. Vinda de Camaçari, a banda Latryna executou bem o seu repertório de canções punk e chamou muito a atenção por conta dos elementos grunge em algumas de suas canções. Eles prometem um EP para breve, quem os viu fica no aguardo. Na sequência vinheram a Theatro de Seraphin e a Snooze (Aracajú), a primeira com uma performance inspiradíssima do seu guitarrista Cândido Martínez e a segunda executando muito bem as suas canções ao vivo e acabando com um jejum de quatro anos sem tocar em terras soteropolitanas. Entre uma banda e outra ainda deu para bater um papo muito bom sobre as similaridades das cenas daqui e do Rio de Janeiro com o Pedro de Luna, que também estava lançando o seu livro por lá, o Niterói Rock Underground 1990-2010, (o rapaz viu tudo acontecer de perto em sua cidade e pelo Brasil a dentro, vale a pena conferir). O livro está disponível nos sites das melhores livrarias do ramo, ou pelas mãos do próprio lá no

FLICA (Festa Literária Internacional de Cachoeira). Mas a noite era da Pastel de Miolos. Quando eles começaram a sua apresentação, o Irish Pub já estava tomado pelas pessoas que foram conferir as suas canções diretas, objetivas e sem frescuras ou vaidades. As rodas de pogo eram formadas com vibração a cada acorde inicial das músicas e não houve sinal de cansaço um só segundo. Como em todo lançamento de um ótimo tributo, a apresentação contou com participações mais que especiais de quem o fez. Foi assim com o Alex Costa, da Jato Invisível, que fez parte da formação original da PDM aparecendo em dois momentos distintos do show, com o visionário idealizador do tributo Tony Lopes (o Reverendo T, para quem não conhece), com o Irmão Carlos, com o

Wendel da Agressivos, com o João Marques da Tronica e com outros participantes que, infelizmente, não sei os nomes. Só pude ficar até o momento em que eles tocaram Eu Não Quero Ser o Que Você Quer, mas tenho certeza que, ao final, foi uma celebração à música punk feita com espontaneidade, transparência e qualidade. Parabéns a Alisson, a André e a Wilson. O interessante foi ver cada participante tocando as músicas em suas versões originais, o que deu uma vontade maior de escutar de novo o tributo, que considero um dos mais interessantes e diferentes que já escutei. Mas isso é papo para uma outra história, ou post!

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