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Atiradores de elite da cidade baixa | Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes

Cavernas! O som da bateria parece realmente ter sido captada das cavernas, com alguma tecnologia que possibilitasse uma viagem no tempo e gravasse o som que ficou registrado nesse disco. A guitarra, tão bem elaborada e cristalina que a imagino sendo tocada no pico da mais alta montanha, com os seus riffs ecoando pelos vales afora e chegando nos mais longínquos lugares.
Não haveria introdução melhor para fazer sobre a Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes, novo trabalho dos irmãos Jamil Jende e Thiago Jende, senão descrever um pouco do que é a sonoridade dos rapazes neste EP de estreia que contêm quatro canções. Produzida pelo Irmão Carlos, pelo Beto Melo e pelos próprios inegrantes, a banda se assume como um duo mas não deixa de lado o baixo...
para dar corpo ao seu som, mantendo assim, características tradicionais do rock.
Para minha surpresa, quem assume os vocais na dupla é o baterista Thiago Jende. Não é comum um baterista assumir os vocais e executar o instrumento ao mesmo tempo. A sua voz tem algo peculiar, bem diferente, tendo um sotaque baiano carregadíssimo que caiu bem para as suas músicas. Logo na abertura, em “Chão Pisado”, o som stoner imenso e bem preenchido dos rapazes já joga para o ouvinte todo o seu arsenal sonoro, como se estivesse avançando rumo à vitória iminente. Em “Mulher Kriptonita”, a marcha continua com uma chuva de ótimos riffs e viradas de bateria incansáveis, é nela onde fica mais evidente a influência setentista da banda. Em seguida vem “Olhos Virados”, um blues seguro, forte, ainda mais setentista, com letra sugestiva e bem intencionada. Fechando o EP, “Psicologia de Sofá” traz um som mais arrastado, com um pé em influências mais modernas como os bons trabalhos das diversas bandas do Jack White sem perder a pegada das músicas anteriores.

O grande mérito da BVEAODE é o de justamente manter a unidade sonora durante todo o compacto. Ele totaliza o tempo de um pouco mais de quinze minutos, que passam rápido diante do nível da qualidade na qual foi gravado, te deixando pronto para reapertar o play e curtir o som novamente. As influências setentistas e stoners mais modernas, já citadas acima, trazem o clima rocker como um bom pano de fundo para uma festa e uma pós-festa. A qualidade dos componentes é incontestável e os deixam na condição de dois dos melhores soldados do exército de bons músicos, surgidos de boas bandas vindas da cidade baixa, avançando como reais búfalos vermelhos incansáveis pela cena desta terra.

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"Carnaval, carnaval, carnaval / Fico tão triste quando chega o carnaval" Por Sérgio Moraes

Com uma sonoridade ímpar desde os idos de 1985, a Banda Organoclorados (Alagoinhas-Bahia), Lançou seu mais recente vídeo “No Carnaval a Gente Esquece”. Você pode ouvir nas plataformas de vídeo espalhadas pela web ou aqui! 



O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”

Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.

Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.
Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.
Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista…

Depois do inferno...Tem outro Inferno...Por Sérgio Moraes

Ouvir bandas novas já faz parte da rotina de quem faz este site acontecer. Há quem duvide e não acredite que escutamos tudo atentamente, letra por letra, acorde por acorde. Nosso trampo é sério porque amamos tudo isso. 
Amo mais ainda quando alguns amigos voltam do inferno com boas novas. É o caso da banda D.D.I (Depois do Inferno), projeto novo de André Jegue (que mantem sozinho o projeto “Funciona Face” e Ex-integrante da não tão distante BR-64) e também André Batista – Bateria, Rodrigo Magalhães - Contrabaixo Mateus Galvão – Guitarra. Todos remanescentes de outras bandas da cidade. 
A DDI nasce com uma identidade própria já marcada pelos trabalhos anteriores dos caras, o que me deixa bastante contente. Quando André Jegue se dedica a cantar Hardcore seus vocais ficam lindos e agressivos não devendo nada a bandas como Dead Fish (Referência relevante do gênero). 
A D.D.I liberou duas ótimas músicas do seu próximo trabalho, “Depois do Inferno” e “Facada do Cão”, (Ouça as duas!). Ambas…