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Professor doidão e os aloprados: Juntando os mundos

"EP de estreia do Professor Doidão e os Aloprados diverte com sabedoria."


As manhas da vida não se aprendem na escola. Muito menos as do rock’n roll! E é nesse clima que o Professor Doidão e os Aloprados descarregam toda a energia sempre jovem do rock, misturada com a experiência de quem viveu e vive essa vertente musical tão presente ao longo de décadas.
Durante os 13’46” do EP “Quero Reunir os meus Mundos”, a banda liderada pelo Isaac Fiterman diverte o ouvinte com canções que remetem a raiz do rock, também com referencias mais recentes e conta com um time de figuras...
experientes da cena local como Dan Borges (violão), Felipe Brito (guitarra), Juliana White (baixo), Eliana Assumpção (backing vocals) e o Tony Lopes, o Reverendo T (bateria).
O disco começa com a faixa-título, um rock com espírito cinquentista e dançante, que traz nas letras o desejo do professor Doidão em juntar as diversas tribos à sua festa, mas desde que exista respeito entre ambas as partes. Uma boa escolha para abrir o EP, uma vez que define bem a sua atmosfera. A música seguinte, “Música em Francês”, é um rock mais calmo e com uma letra que é uma verdadeira defesa das próprias escolhas feitas, diante de acusações sem prováveis embasamentos e um tanto quanto radicais. Os versos “vem com esse papo de lascado e fudido/mas fui eu o traído em todo aquele furor/saiu dizendo que eu mudei de lado/só porque eu resolvi subir de elevador” já diz muita coisa. “Viver de Arte” surge com um blues de levada calma e marota, mas com uma letra que lembra umas boas sacadas filosóficas do Raul Seixas, onde há espaço para questionamentos surgidos na mesa de um bar após conversas importantes com amigos. “Eu quero Gozar!” é a quarta canção e também é o melhor momento do disco. Nela a diversão é garantida, com um rock despretensioso, letra que começa meio surtada (no melhor sentido da palavra) e meio misteriosa, além de bastante debochada, bem como o rock gosta. Ela também é a prova de que, dentro de um relacionamento, é necessário um pouco de conflito para que o amor se mantenha aceso e revigorado. “Eu Sou do Rock” encerra o EP com um punk rock rápido e veloz, digno de quem já aprontou as suas e que ainda continua vivo e chutando por aí!

É bem provável que quem participou da gravação de “Quero Reunir os Meus Mundos” tenha se sentido muito bem tendo feito ele, pois fica evidente o clima de descontração por todo o EP. A sabedoria no rock pode proporcionar momentos favoráveis para se registrar canções como essas e repassa para o ouvinte a mensagem de que a verdade pode estar na rua, dentro e fora das salas de aula ou das redes sociais.

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