Pular para o conteúdo principal

Bom humor, rock e um lugar do caralho.*


       Na última quinta feira teve mais uma noite de Festival Warm Up: Big Bands, no Dubliners Irish Pub, com o início da turnê nordestina do cantor e compositor Wander Wildner, e o Portal Soterorock foi até lá para conferir como foi a sua apresentação. O show ainda contou com a participação do grupo Os Jonsóns com  a missão de encerrar as atividades.

            Dia de quinta também tem bastante rock na cidade e sempre com alguém querendo ver essa música ao vivo, mas esperava um pouco mais de gente para assistir os artistas nessa ocasião. Na chegada se podia notar uma quantidade boa de pessoas na porta do pub e com a proximidade do inicio do som foram chegando outras mais, mas eu esperava ver um numero maior formando a audiência. No final deu gente, o lugar ficou cheio, mas poderia chegar um pouco mais.

            Depois de muito papo do lado de fora do local e de escutar bons sons da discotecagem do Bruno Aziz do lado de dentro, o Wander Wildner foi o primeiro a subir no palco. Já se passava da meia noite quando ele deu seus primeiros acordes em sua guitarra. A apresentação começou com ele sozinho cantando músicas do repertório da sua carreira solo, com a platéia acompanhando junto a maioria. A guitarra alta e a conhecida rouquidão da sua melancólica voz preencheram bem o ambiente da casa. O seu bom humor também foi notável quando falava com o público entre uma canção e outra, em um momento agradeceu as palmas dizendo que aquelas músicas eram "daquele cara ali", apontando para a sua imagem em uma foto projetada no fundo do palco. Só houve um momento em que ele falou muito sério, foi quando pediram Surfista Calhorda onde ele afirmou que não toca mais essa música. Ainda insistiram, mas ele não deu ouvidos e seguiu. Assim foi melhor!

            Da metade do show em diante, o Wander Wildner chamou para acompanha-lo no palco os irmãos Gagliano, formando a banda que completou a performance do compositor até o seu final. A partir daí a apresentação ficou bem mais empolgante, tanto que na segunda música a caixa de baixo já tinha estourado. O clima foi esquentando, o seu bom humor também não perdeu o ritmo e casa, público e artista acabaram ganhando mais uma apresentação extra nessa segunda (07/09). Encerrando as atividades, Os Jonsóns tocaram para um público muito reduzido. A grande maioria que estava no show anterior deixou o lugar, sendo que alguns retornaram timidamente para ver a sua apresentação. O show dos rapazes normalmente faz muita gente dançar e dessa vez não foi diferente, dançou quase todo mundo que estava lá. Inclusive presenciei uma e outra performance que deixaria o John Travolta mordido de inveja. Também alguns olhares atentos se fixaram no palco percebendo o bom entrosamento do grupo, esse é um bom trunfo para quem tem tocado com uma boa frequência na cena.


            Terminadas as atrações só restava pegar o caminho de volta para casa. Na saída do Irish Pub ainda havia um rapaz tocando no violão a música Um Lugar do Caralho para um grupo de amigos. "De novo?", me perguntei. Duas vezes já tinha sido bom, mas três vezes em uma mesma noite era demais, acho que nem o Júpiter Maçã aguentaria tanto ela no juízo. Mas lá dentro foi massa. Passei rápido, segui direto e entrei na primeira condução que vi.


*Matéria originalmente publicada em 08/09/2015.

Popular Posts

O melhor do que eu não escrevi no Portal Soterorock em 2018. Por Leo Cima.

Neste ano de 2018 o Portal Soterorock resolveu tirar alguns dias de folga. Algo próximo a trezentos e sessenta e cinco dias, quase um ano, é verdade. Porém, é fato que, depois de dez anos cobrindo a cena roqueira local, com textos ou podcasts, sem incentivo financeiro algum, o site decidiu que seria o momento certo para dar um tempinho nas atividades daqui, para priorizar e atender a outras demandas não menos importantes. Mas, mesmo distante das publicações, nos mantivemos atentos ao movimento do cenário, observando quem se manteve atuante, seja em estúdio, ou nos palcos.
Muita coisa aconteceu este ano na cena rocker da Bahia, desde discos lançados até uma boa frequência regular de shows na capital baiana, mesmo com um número cada vez menor de casas que recebe o gênero por aqui. E é esse segundo item que ganhará destaque aqui nesta matéria, em uma outra oportunidade falarei sobres os lançamentos baianos de 2018, vamos com calma. O fato é que, fazendo visitas a eventos, seja como um pag…

Série “As DEZ Caras do Rock Baiano” - Com Caroline Lima, (Voz na Chá de Pensamentos), apresentando "Kansu" o seu mais novo projeto!

A série “As 10 Caras do Rock Baiano” traz desta vez Caroline Lima, integrante do projeto experimental de música e arte Kansu Project , duo que conta também com Sérgio da Mata dividindo as composições. Na última quinta feira (28/03/2013), ás 22:30, foi lançado na página da Kansu Project no facebook o remix de “A Little Bit of Me”, seu primeiro single e, nesse ótimo papo descontraído e espontâneo, Caroline nos falou sobre o interessante processo de produção e gravação das músicas da dupla, suas influências e suas impressões sobre a cena local. Então se ajeite em sua cadeira, aproveite a entrevista, dê um curtir na página do grupo e “FEEL FREE”. 
SRP – O que é a Kansu Project, é um duo? E o que sgnifica? 
Caroline Lima - É um duo sim. Sou eu e Sergio da Mata, meu amigo de adolescência. Sobre o significado... foi a junção dos nomes de personagens de livros que escrevemos em 2002, também é o nome de uma província da China e o nome deriva desse idioma...alguns traduzem como "orquídea&quo…

“As Dez Caras do Rock Baiano” com Rodrigo Chagas (Sputter ou Bubute)

Chegando ao final da sua primeira fase, a série “As Dez Caras do Rock Baiano” traz em sua quinta entrevista uma das grandes personalidades já presente na cena local há muitos anos: o vocalista da The Honkers, Rodrigo Chagas (Sputter ou Bubute, como preferir). Nessa conversa, que foi uma das mais longas e intrigantes dessa série e realizada na época da volta da banda aos palcos soteropolitanos, Rodrigo falou sobre o que chama a sua atenção no cenário, o cuidado que um artista têm que tomar com a sua própria arte, como a quantidade de informação influencia no jeito raso de ser do novo roqueiro e sobre as intenções para o futuro da The Honkers, além de se mostrar como um autor de livros de auto ajuda em potencial. Você já sabe, se ajeite com firmeza na cadeira e embarque nessa entrevista dessa grande figura do rock da Bahia. 
SRP - Como foi ficar um ano longe da The Honkers? 

Rodrigo Chagas - Zorra... Normal, hehe. Cansei na sétima música. 

SRP – O que achou do retorno da The Honkers aos pa…