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Hormônios a mil.*


            O último sábado também teve noite de comemoração na cena rocker soteropolitana. A banda HAO fez o show de lançamento do seu mais novo EP, A Imoralidade das Rosas, que ocorreu no Dubliners Irish Pub e que também contou com a participação das bandas Os Jonsóns e da Van der Vous.

            Chegando no Rio Vermelho já dava para perceber o bom movimento de gente ao longo das três principais casas de eventos da rua da Paciência. O pub tava bem cheio por fora e por dentro, com um aglomerado colado na frente do palco esperando a HAO tocar. Antes deles teve o show d'Os Jonsóns, que não consegui ver por não ter chegado a tempo, espero que tenha sido bom e sem invasão de palco.

            Não demorou muito e a anfitriã da festa começou a sua apresentação, fazendo a sua música que remete muito às bandas americanas do início da década de 1990. Influênciado por sons como Pearl Jam, Blind Melon e Red Hot Chilli Peppers, a HAO mais uma vez levou todos que estavam dentro do pub para uma viagem no tempo e agradou quem estava esperando por eles. Músicas do primeiro EP e do mais recente trabalho foram tocadas para o deleite de sua interessante, devota e fiel base de fãs. As novas canções soaram bem ao vivo e o saxofone sempre surge instigante. Fora isso, o público muito jovem estava dando hormônio de graça na roda de pogo suicida sem pretensão alguma de sossegar até que o show terminasse.

            Depois deles e encerrando a noite, subiu ao palco a Van der Vous. Era de se esperar que a banda fizesse uma apresentação bem na linha das performances anteriores e foi isso mesmo o que aconteceu. O repertório tocado foi composto pelas músicas conhecidas do primeiro disco e das mais recentes que estarão no próximo trabalho da banda. No meio do show um problema técnico ocorrido foi logo resolvido e eles continuaram bem na execução das canções. E foi aí onde o show ficou mais interessante ainda. Eles começaram tocando para quase ninguém na casa (quem não estava lá estava perdendo um bom show), mas próximo ao fim o lugar começou a encher novamente e quem foi chegando foi percebendo uma atmosfera diferente no ar. Teve gente ensandecida no final das músicas, gente pedindo canção preferida e o baterista Charles Silva tocando com vontade, proporcionando bons momentos para quem gosta de ver uma boa performance na bateria (houve um instante em que um dos pratos caiu da estante, mas ele não perdeu o feeling). Quando saí tive a impressão de que alguém pediu mais uma saideira musical, acho que o pedido foi atendido.


            Foi um encerramento de noite diferente, que ainda teve espaço para bons papos com assuntos interessantes como intolerância a lactose, receitas de pão, família, policiais do futuro e qvt nas livrarias. Mistura como essa só de vez em quando.


*Matéria originalmente publicada em 02/09/2015.

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