Pular para o conteúdo principal

Conectando ao vivo! Por Leo cima.


Mais uma noite de rock na capital baiana e mais uma vez o Portal Soterorock saiu de dentro de casa, e foi conferir um de tantos eventos desse gênero que aconteceram no último sábado por aqui. Dentre os vários sons na ativa em Salvador, o Pelourinho foi o destino escolhido para ver de perto o lançamento do mais recente EP da banda baiana Desrroche. Conecte é primeiro material inédito do grupo depois de três anos do seu single anterior.

A cidade até que estava cheia para um meio de feriado. A chegada ao Pelô constatou o descaso que o centro histórico tem passado nos últimos anos, com ruas largadas literalmente ao lixo, sem iluminação adequada, depredadas e sem policiamento. Beleza mesmo somente nos principais locais e, mesmo assim, com uma de suas conhecidas praças (Tereza Batista) totalmente inoperante neste dia. Mas a Pedro Arcanjo estava fervilhando. Cerca de uma hora antes do marcado para a apresentação começar, o lugar estava um pouco vazio, mas com som mecânico do dj da abertura já rolando e fazendo as pessoas se mexerem.

Enquanto o show não começava as pessoas socializavam, algumas colocando em dia o papo na esfera real e outras se reencontrando depois de muito tempo fora das redes sociais, sempre com uma boa cerveja gelada (nem sempre!) nas mãos. O novo cd da Desrroche foi entregue em mãos aos fãs e admiradores, com direito a foto com os integrantes do grupo. O tempo passava e o público ia aumentando, assim como o volume da música eletrônica no recinto. Essa foi tocada exaustivamente até poucos minutos antes da subida da banda ao palco e o juízo desse que vos escreve já estava massacrado de tantas batidas sonoras sintéticas. Uma banda de abertura em parte desse set teria caído bem.

Com boa parte do local cheio, o conjunto subiu ao palco para oficializar o lançamento do seu novo trabalho. Antes, a audiência gritava o nome do grupo e enquanto o vocalista Lex Pedra subia no palco, os ânimos aumentavam. Carregando carcaças de computadores, o frontman mandou bem o recado da relação quase que viciante do homem com a necessidade de estar conectado, seguido dos seus companheiros que o fez se desconectar para o mundo real. Com toda a sua misancene conhecida, a Desrroche a juntou com seu som pesado para uma performance impactante e empolgante. Começou com Conecte, faixa que abre o EP e que também faz muito bem abrindo os trabalhos ao vivo, trazendo consigo uma sequência muito boa de músicas mais pesadas e objetivas. Em Se Eu Morresse Amanhã, a apresentação entrou em um ritmo mais lento, atmosférico e sombrio, para chegar até a parceria constante com a Priscila Sodré e sua desenvoltura técnica com o tribal fusion. Adiante, com mais peso ainda e com formação de rodas de pogo, o quinteto apresentou a nova composição, Cristo de Vidro, que estará inclusa na coletânea dos Estúdios WR que está por vir, seguida de Mãe Terra e, por fim, Teocêntrica. A pedidos, um bis foi atendido repetindo a dose com a execução de Conecte.

Foi de fato uma apresentação de bastante presença de palco dos rapazes, juntando muito bem a imagem da banda ao seu som industrial com pitadas góticas, ofertando bons momentos para os presentes nessa ocasião. O comparecimento do público também foi importante para a festa e para o calor do ambiente, onde houve um diálogo interessante entre as partes ao longo do setlist. Terminado tudo, só restava pegar o caminho de volta e ouvir algumas histórias das ladeiras secretas de Salvador!

Fotos:


Popular Posts

Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.

Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.
Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.
Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista…

"Carnaval, carnaval, carnaval / Fico tão triste quando chega o carnaval" Por Sérgio Moraes

Com uma sonoridade ímpar desde os idos de 1985, a Banda Organoclorados (Alagoinhas-Bahia), Lançou seu mais recente vídeo “No Carnaval a Gente Esquece”. Você pode ouvir nas plataformas de vídeo espalhadas pela web ou aqui! 



O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”

Discoteca Básica Soterorock Apresenta: Entre 4 Paredes

Dando continuidade na nossa maratona especial da quarta edição do Soterorock Sessions, aqui vai mais uma postagem da série Discoteca Básica Soterorock Apresenta. Dessa vez, trazendo mais uma atração do nosso evento, a banda Entre 4 Paredes. Com diversas influências musicais, que vão do pop rock, até o post punk, passando pelo rock nacional e o gótico, o sexteto traz para essa matéria bons sons que merecem uma audição mais atenta e, junto a eles, as suas relações com cada um desses discos. Pegue carona nas dicas do grupo e deguste cada segundo musical dessa lista!
David Vertigo (tecladista)
Suicide - Suicide


O disco que inventou o cyberpunk antes dele existir. O trabalho de estreia homônino da dupla Suicide (Alan Vega nos vocais e Martin Rev no sintetizador) mostra da forma mais crua possível o que bandas de Industrial, EBM e afins só exibiriam décadas mais tarde:  niilismo, subversão, falta de esperança, ódio, inconformismo... Com timbres minimalistas, baterias repetitivas, vocais nonse…