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Série “4 Discos de Rock Baiano” – Game Over Riverside, Marte, ExoSessions e Ronco.


Mais uma sexta e com ela a quarta postagem da nossa série que destaca obras importantes do rock feito no estado da Bahia. Indo até um passado não muito distante, nesta ocasião trazemos a tona discos com bom impacto no cenário local, cada um com uma marca distinta além da sua música. Entre estes quatro há celebração de retorno às atividades, um amadurecimento de maneira genial, uma obra percussora e uma estreia impactante. Conheça os trabalhos da Game Over Riverside, Declinium, ExoEsqueleto e Ronco.

Game Over Riverside – Game Over Riverside

Depois de um hiato de oito anos parados, a Game Over Riverside marcou o seu retorno com o lançamento do seu primeiro EP no ano de 2016, com seis faixas do seu repertório original. Nesse seu debut, o agora quinteto se manteve fiel à sonoridade das suas composições, ao mesmo tempo em que ambas soam bastante atuais. Do indie ao grunge, passando pelo psicodelismo, o grupo fez da sua estreia um registro de canções explosivas em diversos momentos e velozes em outros. Isso se aplica também ao conteúdo das suas letras, que continuam bastante pertinentes nos dias atuais. Música atemporal não envelhece! Destaques para Little Marchioness e Sadness Online.


Marte – Declinium

Esta talvez seja a obra prima dos camaçarienses da Declinium. Uma verdadeira entrega sincera de sentimentos nas suas musicas ao longo deste EP, atesta esse fato no mais recente trabalho dos veteranos do rock da Bahia. Marte (2014) representa o amadurecimento do som da banda, que traz consigo fortes influências de sons britânicos e com uma veia melancólica muito bem inserida na estrutura das suas composições, entregando uma face belíssima desse sentimento para quem as escuta! Com textos escritos com maestria sobre a perda, a falta e o vazio, as canções se tornaram hinos cantados em uníssono ao longo desses anos em seus shows. Dizer o que se sente faz bem! Se você não conseguir, pode apertar o play em A Espera e em Marte.


ExoSessions – ExoEsqueleto

Há quatro anos, a ExoEsqueleto, mesmo que discretamente,  já apontava uma direção e mistura musical muito utilizada por bastante grupos hoje em dia. Em ExoSessions (2013), a banda, antes de muita gente, se antecipou a tendência de mesclar sons regionais baianos com o rock, de maneira original e sem que soasse datada e pretenciosa. A espontaneidade encontrada neste disco marca o início da formação da forte identidade do conjunto, isso em meio a presença do histórico musical de cada um de seus integrantes. Os temas abordados tratam sobre o cotidiano, mas há bastante da Bahia nos versos cantados no cd. Ser visionário é importante e é uma virtude. Destaques para Visceral e Desconforto.


Ronco – Ronco

Em seu trabalho homônimo de 2015, a Ronco trouxe o seu blues rock, e stoner em um EP de sonoridade volumosa e recheado por um paraíso de fuzz. Com muito peso, ótimas texturas, efeitos, solos e soluções inteligentes para os arranjos de suas composições, a Ronco faz um som acessível e sem restrições, mostrando um bom entrosamento entre os componentes. Além da música, a obra possui temática, com as letras girando em torno do ponto de vista de um personagem sobre uma persona feminina em suas faces diferentes. As referências de rock clássico setentista do trio reforça todo o conceito dessa estreia. Groove pesado para os ouvidos! Escute Cidade dos Sonhos e A Suicida.


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"Carnaval, carnaval, carnaval / Fico tão triste quando chega o carnaval" Por Sérgio Moraes

Com uma sonoridade ímpar desde os idos de 1985, a Banda Organoclorados (Alagoinhas-Bahia), Lançou seu mais recente vídeo “No Carnaval a Gente Esquece”. Você pode ouvir nas plataformas de vídeo espalhadas pela web ou aqui! 



O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”

Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.

Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.
Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.
Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista…

Depois do inferno...Tem outro Inferno...Por Sérgio Moraes

Ouvir bandas novas já faz parte da rotina de quem faz este site acontecer. Há quem duvide e não acredite que escutamos tudo atentamente, letra por letra, acorde por acorde. Nosso trampo é sério porque amamos tudo isso. 
Amo mais ainda quando alguns amigos voltam do inferno com boas novas. É o caso da banda D.D.I (Depois do Inferno), projeto novo de André Jegue (que mantem sozinho o projeto “Funciona Face” e Ex-integrante da não tão distante BR-64) e também André Batista – Bateria, Rodrigo Magalhães - Contrabaixo Mateus Galvão – Guitarra. Todos remanescentes de outras bandas da cidade. 
A DDI nasce com uma identidade própria já marcada pelos trabalhos anteriores dos caras, o que me deixa bastante contente. Quando André Jegue se dedica a cantar Hardcore seus vocais ficam lindos e agressivos não devendo nada a bandas como Dead Fish (Referência relevante do gênero). 
A D.D.I liberou duas ótimas músicas do seu próximo trabalho, “Depois do Inferno” e “Facada do Cão”, (Ouça as duas!). Ambas…