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Série “4 discos de Rock Baiano”: Quintais Abertos, Aquele que Superou o Fim dos Tempos, Azul Profundo e O Pensamento é um Imã.


Mais uma sexta feira e mais uma postagem da nossa série especial, sempre trazendo quatro discos históricos do cenário roqueiro baiano. Neste momento, os sons dessas obras passam do stoner ao indie, sem deixar de lado o blues e o new rock. Cada um a sua maneira, os trabalhos da Novelta, Weise, Reverendo T e os Discípulos Descrentes e Vivendo do Ócio são os destaques desta edição.

Quintais Abertos – Novelta

Lançado em 2015, o trabalho de estréia dos feirenses da Novelta foi antecedido por um bom trabalho de divulgação e a expectativa pelo som do quarteto foi crescendo até o dia do seu lançamento. E não houve desapontamento! Com seis faixas, Quintais Abertos é uma boa investida dentro de um stoner rock feito com personalidade, possuindo bons arranjos, se arriscando bem em temas longos e uma sonoridade de qualidade. Ter bebido na fonte do deserto de Joshua Tree fez bem ao quarteto, que colheu bons frutos com a sua música. A paisagem da região de origem do grupo é bem pintada musicalmente aqui.  É ouvir para ver. Escute Santa Poeira e Ancorado.


Aquele que Superou ao Fim dos Tempos – Weise

Esse disco é uma das pérolas mais preciosas já feitas no rock da Bahia e não pode ser esquecido de maneira alguma. Lançado no final de 2013, o segundo cd do grupo é recheado de ótimas composições tortas e descompromissadas, com ecos de Pavement em seu DNA e influenciadas por um indie que vale a pena ser escutado. Mas tem muito mais nele! Conseguir misturar punk, valsa e psicodelismo em uma mesma faixa não é uma das tarefas mais fáceis, e amarrar uma abordagem mais conceitual com as quatro ultimas canções, dentro da mesma obra, mais ainda. Há ótimos brilhos de guitarra e bateria registrados nesse último trabalho da Weise. Destaques para Morpheu Menino e Desde o Cordão.


Azul Profundo – Reverendo T e os Discípulos Descrentes

Um dos ótimos trabalhos do incansável Reverendo T e os Discípulos Descrentes, também conhecido como Tony Lopes. Desta vez, soando mais orgânico e com o blues ganhando destaque nas composições. Em Azul Profundo (2014), a voz sussurrada, característica do compositor, ficou mais do que interessante acompanhada apenas por uma guitarra distorcida em vários momentos do EP e pela bateria em passagens pontuais. Cantando os versos existenciais e provocativos de suas letras, o Reverendo T ainda trouxe a tona a face diversa dos seus convidados especiais, o baterista Wilson Santana (PDM) e o guitarrista Felipe Britto. Mergulhar no azul é crer! Ouça mais de uma vez Peça Por Mim e Contra Moinhos de Vento.


O Pensamento é um Imã – Vivendo do Ócio

Nesse seu terceiro trabalho, a Vivendo do Ócio conseguiu levar definitivamente o clima quente e vibrante das suas apresentações ao vivo para dentro do estúdio. Em O Pensamento é um Imã (2012), as composições do quarteto estão mais amadurecidas e o cotidiano dos rapazes surgem com naturalidade nas suas letras, assim como a Bahia, que é lembrada em vários trechos do disco. Direto e objetivo, com uma velocidade características das bandas britânicas de new rock da primeira década dos anos 2000, o grupo se firma no cenário nacional e aponta o caminho do seu sucessor sem receio algum. Destaque para Radioatividade e Preciso me Recuperar.

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SoteroRockPolitano - É o segundo disco de vocês, certo? O que mudou no som da Weise desde o seu primeiro disco até esse último que está sendo lançado?  Paulo Diniz - Na verdade nós lançamos até agora somente EPs, que foi o "Fora do Céu", depois um outro que não tinha nome, e o terceiro que era uma previa de duas músicas do álbum que vamos lançar agora...