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Série “4 Discos de Rock Baiano”: Rivermann, Wombs in Rage, Peleja e Todas as Cores.


Dando continuidade a série “4 Discos de Rock Baiano” daqui do Portal Soterorock, trazemos mais uma vez registros fonográficos bem distintos entre si, com obras recentes e também com peso histórico significativo para acena local. Aqui, há o bom dialogo com suas respectivas épocas e a qualidade das gravações é o elemento que atravessa os anos, e dá a liga entre bandas/artista. O indie, o groove, o stoner e o folk muito bem representados aqui na Bahia. Neste momento, destacamos os trabalhos das bandas Rivermann, Úteros em Fúria, 32 Dentes e André L. R. Mendes.

Rivermann – Rivermann

Com um som influenciado por grupos norte americanos de guitar bands garageiras da década de 1990, mesclado ao rock inglês dos anos oitenta, o quarteto camaçariense Rivermann lançou o seu homônimo trabalho de estreia em 2013. As guitarras distorcidas deste EP de cinco faixas possuem uma certa melancolia que abrilhanta os acordes das canções, guardadas por uma cozinha firme e segura. As suas letras, que tratam do cotidiano, são abordadas de maneira reflexiva e poética em meio ao noise feito na medida para uma audição extremamente acessível! Escute Radiante e Despedaçando Medos.


Wombs in Rage – Úteros em Fúria

Um dos pilares do rock na Bahia, essa obra é um marco do gênero por aqui. Isso não só pelo seu registro, mas também por tudo o que envolveu a banda naquele período, como as suas famosas apresentações e por ter inaugurado uma nova fase no cenário roqueiro local, chamando a atenção das pessoas no início dos anos noventa e influenciando o surgimento de outros grupos. O Wombs in Rage (1993) é uma ótima síntese musical de seu tempo, contendo guitarras groovadas e ótimos solos, com uma influência de classic rock setentista repaginada e bem característica da época, vocal forte cantado em inglês, e baixo e bateria dialogando certo. Há ecos deste trabalho do quinteto reverberando até hoje por aqui! Drop the needle in Be Bigger and Birds.


Peleja – 32 Dentes

Rápido e rasteiro! É assim o EP Peleja (2016) do trio feirense 32 Dentes. A estreia dos rapazes foi marcada por ser cheia de vontade e velocidade, chamando a atenção para uma linguagem diferenciada e também original dessa nova geração de bandas surgidas no interior da Bahia. A obra tem bastante energia e é repleta de bons riffs, que transitam entre o stoner e o hard rock em suas composições. Isso tudo “compactado” em três faixas! No seu texto, o cotidiano se faz bem presente nos seus versos sem filtros! Destaques para Nada Além do Orgulho e Dolores.


Todas as Cores – André L. R. Mendes

Este é o sexto álbum da carreira solo do cantor e compositor André L. R. Mendes. Aqui é elucidada a maneira mais bem aperfeiçoada de como ele utiliza cada vez melhor os recursos que possui para ter gravado boa parte da sua discografia. O violão, um pouco de guitarra, programações e efeitos do seu ipad ajudam-no a dar forma a sua arte. Responsável por todo o processo (criação, execução e finalização) e de maneira independente, o músico alcança um ótimo nível de amadurecimento em sua composição, que veio sendo aperfeiçoada ao longo dos anos até chegar em Todas as Cores (2016). Este disco é uma ótima visão sobre o artista, sobre o ambiente a sua volta e a sua música. Destaques para Naufrágios e Amor.


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"Carnaval, carnaval, carnaval / Fico tão triste quando chega o carnaval" Por Sérgio Moraes

Com uma sonoridade ímpar desde os idos de 1985, a Banda Organoclorados (Alagoinhas-Bahia), Lançou seu mais recente vídeo “No Carnaval a Gente Esquece”. Você pode ouvir nas plataformas de vídeo espalhadas pela web ou aqui! 



O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”

Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.

Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.
Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.
Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista…

Depois do inferno...Tem outro Inferno...Por Sérgio Moraes

Ouvir bandas novas já faz parte da rotina de quem faz este site acontecer. Há quem duvide e não acredite que escutamos tudo atentamente, letra por letra, acorde por acorde. Nosso trampo é sério porque amamos tudo isso. 
Amo mais ainda quando alguns amigos voltam do inferno com boas novas. É o caso da banda D.D.I (Depois do Inferno), projeto novo de André Jegue (que mantem sozinho o projeto “Funciona Face” e Ex-integrante da não tão distante BR-64) e também André Batista – Bateria, Rodrigo Magalhães - Contrabaixo Mateus Galvão – Guitarra. Todos remanescentes de outras bandas da cidade. 
A DDI nasce com uma identidade própria já marcada pelos trabalhos anteriores dos caras, o que me deixa bastante contente. Quando André Jegue se dedica a cantar Hardcore seus vocais ficam lindos e agressivos não devendo nada a bandas como Dead Fish (Referência relevante do gênero). 
A D.D.I liberou duas ótimas músicas do seu próximo trabalho, “Depois do Inferno” e “Facada do Cão”, (Ouça as duas!). Ambas…