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In the flesh. Por Leo Cima.


Sábado passado foi mais um dia para acontecer inúmeros eventos de rock na capital baiana e no interior, e o Portal Soterorock foi até a rua para conferir o show de lançamento do novo disco da banda Invena, o Dom Quixote Urbano na Contramão. A expectativa era grande para a noite, onde o pop rock e o noise grungenesco se encontrariam no mesmo palco para atender os anseios do bom público que compareceu ao The Other Place, em Brotas.

Mais uma vez, o tempo estava irregular e a chuva ameaçava cair forte antes do evento se iniciar. Porém, só o vento frio se fez presente e as pessoas chegavam com descontração, instalando um bom clima de festa no lugar. E era uma noite de comemoração e novidades, de fato! Além da banda anfitriã lançar seu novíssimo trabalho, a Game Over Riverside, embalada com a proximidade do seu novo EP, aproveitou a ocasião e inseriu música nova no repertório. Quem estava lá para ver as duas bandas foi presenteado com boas novas em um momento do cenário local no qual os grupos daqui têm disponibilizado ótimas composições para ouvintes interessados. Cerveja gelada, rockão no bar, banquinha de livros, cds e material das bandas, conversas das mais diversas, risadas e mais cervejas geladas preencheram o ambiente de maneira especial.

Quem primeiro subiu ao palco para abrir as atividades foi o quinteto G.O.R., que fez uma discreta mudança no seu repertório minutos antes de começar a tocar. Why We Don’t Kill Our Pets caiu como uma luva para começar a noite, e para a própria banda, que vinha de um período longo de gravação do seu novo disco e retorna às atividades ao vivo aos poucos com mais frequência. O clima mais psicodélico da abertura aqueceu os rapazes para a sequencia mais direta, como a rápida Radio No Jinkan e a nova Me and My Band, um punk shoegazer gaulês que versa sobre como é ser latino americano e ter uma banda de rock, e que será o novo single do grupo. A performance foi ficando mais agitada ainda ao longo do seu andamento, com o conjunto mostrando bom entrosamento, e o ótimo uso das suas três guitarras, uma marca forte em sua música. Ao fim, o grupo atendeu aos pedidos da audiência e encerrou a apresentação com Little Marchioness, sempre veloz e carregada com um bom punch. A coisa foi quente!

Depois, foi a vez da Invena ir ao tablado e mostrar o seu repertório fincado no seu novo trabalho. Tendo passado por um processo de mudanças em sua formação, esse disco e esse show, especificamente, definem de uma vez por todas a identidade musical do grupo, atestando também sua qualidade decorrente de um pouco mais de um ano e meio de trabalho com os atuais integrantes. O resultado é notado no seu repertório, possuindo mais músicas autorais do que covers, se tornando mais interessante e utilizando as suas próprias versões de músicas de outros artistas ao seu favor. Foi assim em Ando Meio Desligado, mas os momentos mais notórios ficaram por conta de A Lacuna, single lançado pelo grupo no início do ano e que funcionou muito bem ao vivo, Outono, composição repaginada que entrou exclusivamente para o repertório deste show e Um Instante no Paraíso, música inclusa no Dom Quixote Urbano na Contramão que surgiu empolgada em meio as demais. A apresentação ainda contou com a participação especial do Eduardo Scott, ex vocalista das bandas Gonorreia e Camisa de Vênus, cantando duas canções desta última. Foi diversão de primeira!


Ao final, a chuva já castigava a cidade de Salvador e o frio estava mais congelante do que antes. As bandas tiveram uma boa resposta calorosa do público, que voltou para casa cheio de boa música. Ainda houve espaço para mais brejas geladas e papos sobre bons causos musicais, que se estenderam até a cozinha de minha casa.







































































































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Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.

Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.
Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.
Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista…

"Carnaval, carnaval, carnaval / Fico tão triste quando chega o carnaval" Por Sérgio Moraes

Com uma sonoridade ímpar desde os idos de 1985, a Banda Organoclorados (Alagoinhas-Bahia), Lançou seu mais recente vídeo “No Carnaval a Gente Esquece”. Você pode ouvir nas plataformas de vídeo espalhadas pela web ou aqui! 



O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”

Discoteca Básica Soterorock Apresenta: Entre 4 Paredes

Dando continuidade na nossa maratona especial da quarta edição do Soterorock Sessions, aqui vai mais uma postagem da série Discoteca Básica Soterorock Apresenta. Dessa vez, trazendo mais uma atração do nosso evento, a banda Entre 4 Paredes. Com diversas influências musicais, que vão do pop rock, até o post punk, passando pelo rock nacional e o gótico, o sexteto traz para essa matéria bons sons que merecem uma audição mais atenta e, junto a eles, as suas relações com cada um desses discos. Pegue carona nas dicas do grupo e deguste cada segundo musical dessa lista!
David Vertigo (tecladista)
Suicide - Suicide


O disco que inventou o cyberpunk antes dele existir. O trabalho de estreia homônino da dupla Suicide (Alan Vega nos vocais e Martin Rev no sintetizador) mostra da forma mais crua possível o que bandas de Industrial, EBM e afins só exibiriam décadas mais tarde:  niilismo, subversão, falta de esperança, ódio, inconformismo... Com timbres minimalistas, baterias repetitivas, vocais nonse…