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Tem muito som no tabuleiro do rock aqui na Bahia. Por Leonardo Cima.



Depois do nosso hiato no ano de 2018, retomamos às nossas atividades aqui no site em 2019. É bem verdade que escrevemos menos do que esperávamos e pretendíamos, porém continuamos observando o que acontecia na cena ao longo desses doze meses que se passaram. Bastante som foi lançado, várias propostas sonoras diferentes ganharam a luz do dia e mantiveram esse ano como os seus antecessores: agitado em volume e em alta qualidade de produção.

Teve banda/artista apostando em single, ou fazendo as suas primeiras investidas solo, projetos musicais saindo do papel, banda lançando novidade depois de muito tempo sem disponibilizar um novo trabalho, ou seja, uma considerável quantidade de impulsos motivadores levaram à todas essas novidades da cena rocker da Bahia.

Então, resolvi fazer essas micro resenhas para compensar a minha baixa frequência por aqui pelo site no ano que passou e para fazer justiça com esses lançamentos, trazendo alguns títulos nessa matéria. Mas, frisando, essa não é uma lista de melhores do ano, a nossa lista de melhores está no perfil da gente lá no Instagram (@soterorock), ela é a relação de alguns lançamentos de 2019 em terras baianas. Caso seu trabalho não apareceu por aqui, foi porque eu não me lembrei dele (foi mal), ou porque não tomei conhecimento de sua existência (aí a culpa é bem sua). Enfim, vamos aos nomes!




Duda Spínola - Lumen

Lumen mostra o amadurecimento musical cada vez maior deste cantor e compositor baiano. Em quatro faixas, Duda Spínola afina texto e melodia em composições com grande potencial radiofônico e virtuosismo na medida certa, no tanto exato para dar o espaço ao estilo blues rock de sua guitarra e para a segurança na cozinha dos seus companheiros de banda. Um dos trunfos do disco é o fato de Duda ser um ótimo guitarrista, muito intimo do seu instrumento, o que dá mais brilho aos seus arranjos. Este seu quarto álbum ainda conta com a participação do Márcio Melo nos vocais em Tudo tem Preço.





Pastel de Miolos - Mundo Podre

Lançado no primeiro semestre de 2019, Mundo Podre marcou a segunda turnê da Pastel de Miolos (então como um duo) pela Europa com um EP visceral de apenas três faixas, com Tudo Pode Acontecer, Mate um Politico por Dia e a sua versão dos finlandeses da Blue in the Face, Pinokkion Nena. Além delas, o disco traz uma hiden track contendo um show completo da PDM na Eslováquia, é uma pancada nervosa atrás da outra. Vale demais escutar de ponta a ponta. Este trabalho não se encontra disponível nos streamings, apenas em cd. É punk rock como antigamente no melhor uso do formato como antigamente!





Fridha - ID

Depois de quase dez anos do seu EP de estreia, os caras da Fridha trazem a sua nova investida musical, ID. Como o título claramente sugere, os soteropolitanos trazem nas suas cinco novas musicas a sua forte identidade musical, definida desde os primórdios da sua carreira com bastante groove, guitarras distorcidas, punchs sonoros pesadíssimos e ainda conseguindo beber da fonte do reggae e da mpb. E vai muito além disso, suas letras refletem a voz do cotidiano baiano, de muita gente daqui, das nossas ruas e batalhas, verdades cruas e reais, sem ter que aderir necessariamente a sons regionalistas. Um disco enxuto, objetivo e que não enrola ninguém.





Os Reids - Deliciosamente Cru

Um disco de shoegaze de primeira qualidade feito por três indivíduos reverenciando uma banda preferida em comum. Já conhecidos da cena pelas suas bandas anteriores e fãs de Jesus and Mary Chain, Alisson Reid, Oreah Reid e Tony Reid se reuniram dentro de um estúdio e em poucas horas/dias registraram pérolas de beleza densa em guitarras distorcidas, baixo presente e bateria com apenas surdo e caixa. Em faixas vezes aceleradas e em outros momentos mais arrastadas o teor passional das letras ganha contornos mais vívidos e cortantes em meio às paredes e texturas noise sem medo de ser feliz, fazendo justiça a sua influência musical. Uma atmosfera convidativa e fácil de entrar, difícil de querer sair.





Célula Mekânika - Thanatron

Formada pelos músicos David Giassi e Henrique Letárgico, ambos da Modus Operandi, a Célula Mekânika aposta em um som feito por influências familiares, porém soando diferente dentro de sua proposta. O duo utiliza sintetizador, guitarra e programação de bateria para a execução das suas musicas, que permeiam o synth rock, o industrial, eletrônico e o gótico, combinando isso tudo com a sujeira do punk, formando paisagens sombrias e provocativas, trazendo questões existencialistas nas suas letras. A dupla mostra aqui que busca sempre se reinventar, fazendo o que sabe, só que de uma outra maneira.





Meus Amigos Estão Velhos - Mojave Mojito

Composta por ex integrantes de bandas de pelo menos duas gerações do rock local, a Meus Amigos Estão Velhos aproveita bem a experiência dos seus componentes e faz um disco de estreia cheio de hits. Com composições bem elaboradas e nuances sonoras bem sacadas, que seguem a vertente stoner rock com estilos agregados como o garage rock e o blues rock, a MAEV acerta em uma linguagem musical que oferece ao ouvinte uma trilha sonora empolgante para qualquer que seja a sua tarefa durante a semana, seja antes ou depois de um dia duro de trabalho, ou seja na sua saída para o inicio do seu fim de semana.





Space Rovers - Space Rovers

Tendo como frontman o Jorge King Cobra, a Space Rovers transborda psicodelismo, space rock, acid rock e blues rock de bandas clássicas dos anos 1970, chegando a dialogar com a vertente mais setentista do grunge. Em um som pesado e atmosférico nos temas mais longos e mais objetivo nos menos longos, a banda vai avançando no disco com uma performance que chama muito a atenção pelo instrumental dos seus músicos e pelo ótimo desempenho do seu vocalista. Nas letras, trips lisérgicas e temas sobre o destino sombrio da humanidade dão mais peso às faixas. É como se o Black Sabbath, o Glenn Hudges e o Soundgarden (em algum ponto entre o Badmotorfinger e o Superunknown) se encontrassem em uma intercessão de uma fenda multidimensional.





Dom Sá - Dom Sá

O trabalho mais recente deste conjunto da cidade baixa marca esta que, talvez, seja a melhor fase da banda até então. Com um som ensolarado, de fortes influencias de BRock e mpb, a Dom Sá vem caminhando há bastante tempo na cena, se apresentando com uma frequência que permitiu ao grupo saber se conhecer musicalmente bem para chegar no resultado desse disco. Pop rock de bom gosto, com arranjos descontraídos sem perder de vista as distorções e com texto que fala sobre o cotidiano e relacionamentos. Um som pronto para chegar em qualquer casa que tenha um rádio ligado!





Sal Machado - Era Pra Ter Asas

A primeira investida solo do ex(?) vocalista/guitarrista d'Os Jonsóns é uma requintada viajem intimista de composições inteligentes. Sal fez tudo por si só, tocou todos os instrumentos, fez o trabalho de produção todo em casa e evocou Beatles e Brian Wilson em um indie moderno, com nuances psicodélicas, passando sem medo pelo lo-fi e apontando a sua musica para o futuro, sem esquecer de ser acessível a ouvidos mais antigos. Desde sempre um ótimo guitarrista à frente da sua primeira banda, essa sua face multinstrumentista surpreende e promove excelentes faixas em seu debut.





Venice - Todo Dia uma Cicatriz

A Bahia tem uma ótima tradição no indie melancólico com forte influência do britpop dos anos 1990. Seguindo a linha do rock triste, a Venice atualiza a lista de bandas atuantes nesta vertente aqui no cenário local e o faz de maneira bastante segura e certa da personalidade que possui em cada uma de suas composições. As letras, que versam sobre o cotidiano e a desesperança de um relacionamento a dois, potenciam o clima cinza do álbum, em uma onda shoegaze que bate forte nas costa de uma praia em um dia nublado.





André L. R. Mendes -  Casas Brasileiras (EP), Conselho (single)

Casas Brasileiras é o arauto d'O Rei dos Animais, o próximo trabalho do cantor e compositor baiano. Aqui, André L. R. Mendes revisita canções de toda a sua obra, solo e à frente da Maria Bacana, em versões de apenas voz, violão e guitarra, em um impulso daqueles no qual a gente aceita o chamado invisível para tal e o faz por que sabe que deve e pode fazer. Gravado completamente na sala de sua casa, praticamente um ao vivo, e produzido pelo próprio, Casas Brasileiras surge leve e com roupagens espontâneas das suas composições. Conselho, que também está no EP, veio antes, possui mais detalhes sonoros de programação e convida o ouvinte a fazer algumas reflexões importantes em seus versos.





Cadinho - 3 Atos

Grande figura onipresente na cena e baixista de primeira categoria, Cadinho Almeida, enfim, lançou o seu primeiro trabalho autoral com o single 3 Atos. Como não poderia deixar de ser diferente, esta é uma musica catalisadora de inúmeras informações e referencias musicais, fruto de toda a sua já longa carreira e do seu empenho em traze-la ao mundo. O rock aqui é imponente, pomposo e forte, com arranjos ricos e atmosférico, com clímax certeiro no seu minuto final, apostando com segurança no diferente. Chamam a atenção também a presença do violoncelo e a parceria na letra com André Dias (vocal/guitarra da Exoesqueleto). Valeu esperar!





Pessoa - Essa é Pra Tocar no Streaming (EP), Tempo é Bom (single), John (single), Materialidade do Rolê (single)

As primeiras investidas solo do ex frontman da produtiva Callangazoo, trazem com Pessoa uma quantidade imensa de influencias na sua bagagem. A sua musica que sempre surpreende por essa diversidade sonora, pelo teor bem humorado, e de bom gosto, de suas letras, não mudaram nesse momento e amadurecem bem aos ouvidos de quem o acompanha há certo tempo. Tempo é Bom é um reggae com balanço, John é curtinha e soa como a sua antiga banda, Materialidade do Rolê é uma balada que flerta com o arrocha, a faixa título do EP tem os dois pés no rock raulseixista e ritmos tropicais que referenciam sons do Pará surgem em Querubim, Toda essa atividade faz do trabalho de Pessoa um lugar para ser bem visitado.





Lo Han - Hard Life (single)

Depois de um longo período sem lançar um material inédito desde o seu primeiro disco cheio, a Lo Han, principal nome do classic rock na Bahia reaparece com o single Hard Life. Com algumas mudanças em sua formação, a banda traz consigo as suas características cascatas de guitarras dupla, riffs e solos impecáveis, e referências de sonoridade fincadas com um pé na bandas dos anos 1970 e o outro nas dos anos 1980. A Lon Han empolga, com o Rafael Breschi cantando muito bem, chamando e encorajando a todos e todas para cair na gandaia, mesmo com a vida dura na qual nos encontramos.





Organoclorados - No Carnaval a Gente Esquece (single), Teu Nome é Paradoxo (single)

Direto de Alagoinhas, os veteranos da Organoclorados marcaram presença no ano de 2019 com o lançamento de dois singles. Duas investidas em caminhos distintos, escapando, em um deles, para novos ares. Em No Carnaval a Gente Esquece, a banda deixa um pouco de lado o seu som fincado no BRock e no pós-punk, e pega carona com um blues vagaroso e constante, que vai parar em um duelo entre a guitarra e o teclado no melhor estilo The Doors. Já em Teu Nome é Paradoxo, o quinteto retorna a sua sonoridade de origem e mergulha em águas sombrias, fazendo ligações com sons orientais e criando uma atmosfera misteriosa.





Colibri - Canto de Colibri

Também de Alagoinhas, o ex frontman da banda Limbo, Colibri (Zé Neto), lançou seu álbum de estreia com caráter conceitual, sonoridade rica e navegando pelo novo rock psicodelico brasileiro. Trazendo texturas requintadas que promovem ambientações sonoras viajantes, o disco abre espaço para passagens mais intimistas e temas instrumentais, mergulhando em alguns momentos no experimentalismo, deixando intrigante bons trechos da obra, nos quais surgem sons que parecem ter sido captados ao redor do musico e da sua banda, fortalecendo a coerência entre as faixas. São onze canções onde se pode descobrir coisas novas a cada audição.





Iorigun - Wasting my Time (single), Wasting my Energy (single)

A promissora banda feirense aproveitou o embalo do agitado inicio das suas atividades em 2018 e lançou dois bons singles nesse ano que passou. Ao contrário de muita banda do gênero, o que há de interessante a se frisar na Iorigun é o fato dela ser uma banda que faz um som indie, que não esquece de lado um elemento importante no rock'n roll: a guitarra. Na cartilha do new rock dos anos 2000, Wasting my Time e Wasting my Energy são curtas, não abrem mão de uma linguagem moderna, possuem ótimos solos e a velocidade da juventude injetada na sua essência. Elas são como se o Strokes e The Cure se encontrassem sem medo de ser feliz!





Vilões de Brinquedo - Material de Garagem

De Feira de Santana, no melhor estilo hard rock de beira de estrada, a Vilões de Brinquedo pisa fundo no acelerador em um bom EP de duas faixas. Material de Garagem traz as guitarras frenéticas em cima, uma cozinha segura e vocal empolgado e honesto. A primeira, Eternamente Confuso, tem bons riff e solo de guitarra, segue veloz e sem pressa de acabar, e com refrão de presença. Já a segunda, O Que Não For Carinho, continua com a mesma pegada da sua antecessora, trazendo uma ótima linha de baixo e uma atmosfera mais punk, completando este trabalho de forma coerente. Rock sem firulas, direto e reto, na melhor linguam que o gênero pode oferecer.





Espinhos e Rosa - Recomeço

Depois de passar por mudanças em sua formação, a banda Espinhos e Rosa lançou no ano passado o seu mais recente trabalho, Recomeço. Bem produzido e com sonoridade forte, o disco, ao longo das suas cinco faixas, caminha por uma vertente bastante influenciada pelo metal, mais especialmente pelo heavy e power metal, apostando em um instrumental volumoso e sem deixar de ter um cuidado especial para os vocais da sua frontwoman. Guitarras pesadas, solos rápidos, baixo e bateria que dialogam bem, backing vocals nervosos e uma boa voz que versa sobre positividade nas suas letras (sem fraquejar) marcam esse disco de maneira especial, alimentado pela velocidade e pelo peso.





Vovó do Mangue - Sub 

Da cidade de Maragogipe, a Vovó do Mangue surge com seu segundo EP, Sub. Mostrando bastante diversidade nas composições, este novo trabalho dos rapazes mostra uma veia mais rock, cru sem ser denso, surpreendendo em vários momentos na obra, com investidas que flertam com outros gêneros em nuances sonoras dentro das faixas. Se escutar ao álbum com bastante atenção, você vai perceber nesse disco uma quantidade grande de referências implícitas nas musicas, um trunfo especial para o grupo, que faz da audição dessa sua mais recente investida algo bom de se repetir. Bem pela verdade, o rock aqui é o fio condutor de boas letras e ótimos arranjos.





Evandro Lisboa - IV

O mais recente trabalho do cantor, compositor e guitarrista da cidade de Santa Maria da Vitoria, traz um virtuosismo de guitarra que impressiona. Com um estilo de tocar que lembra grandes guitarristas de hard rock e blues dos anos 1970 e 1980, Evandro Lisboa abre bastante espaço para o seu instrumento, destacando a guitarra como o grande símbolo em seu disco, dedilhando com sensibilidade e alma cada nota que colocou nas suas músicas. Com versos poéticos que falam sobre reflexões da vida, IV ainda possui a colaboração e parceria de Tony Lopes, o Reverendo T, nas letras de três das suas seis faixas.





Casapronta - Como a Fúria da Beleza do Sol

Disco de estreia dos feirenses da Casapronta, Como a Fúria da Beleza do Sol é um álbum profundo e imenso, composto por várias referencias musicais e tudo o que os seus integrantes juntaram nas suas bagagens sonoras enquanto músicos veteranos da cena baiana. Recheado de participações especiais, o grupo traz neste trabalho regionalismo, religiosidade, Stones, blues e rock, dosando bem percussão e texturas eletrônicas. Para além de todas as referencias citadas, a Casapronta faz ponte entre o tradicional e o moderno em sua musicalidade com competência, usando um texto forte, que abrange o cotidiano, relacionamentos e questões sociais. Agrada a cada faixa!


Comentários

Miwky disse…
Super completo, Léo! Parabéns! Pra quem anda de fora e mexendo os botões aqui e ali para manter-se informado, não pode deixar de dar pinta por aqui. Obrigada!
muito boa essa entrevista, os cara tem mta atitude... sou fã pra caralho do tito kkkk

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