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Depois do inferno...Tem outro Inferno...Por Sérgio Moraes


Ouvir bandas novas já faz parte da rotina de quem faz este site acontecer. Há quem duvide e não acredite que escutamos tudo atentamente, letra por letra, acorde por acorde. Nosso trampo é sério porque amamos tudo isso. 

Amo mais ainda quando alguns amigos voltam do inferno com boas novas. É o caso da banda D.D.I (Depois do Inferno), projeto novo de André Jegue (que mantem sozinho o projeto “Funciona Face” e Ex-integrante da não tão distante BR-64) e também André Batista – Bateria, Rodrigo Magalhães - Contrabaixo
Mateus Galvão – Guitarra. Todos remanescentes de outras bandas da cidade. 

A DDI nasce com uma identidade própria já marcada pelos trabalhos anteriores dos caras, o que me deixa bastante contente. Quando André Jegue se dedica a cantar Hardcore seus vocais ficam lindos e agressivos não devendo nada a bandas como Dead Fish (Referência relevante do gênero). 

A D.D.I liberou duas ótimas músicas do seu próximo trabalho, “Depois do Inferno” e “Facada do Cão”, (Ouça as duas!). Ambas canções que deixam bem claro o lado e posição política da banda, não deixando de fora a insatisfação com o atual governo e todo o seu circo acéfalo de horrores. 

“Depois do inferno” Música de reflexão bem lúcida do atual Brasil, quase não deixa chances de redenção ou escapatória em verde e amarelo.



Em “Facada do Cão” os relatos de caos continuam de forma inteligente e pulsante. A Banda se mantém firme segurando palavra por palavra gritada por “Jegue” em seu discurso raivoso e cheio de dor.

As músicas foram gravadas no Estúdio Ruído Rosa. (Salvador - BA). E teve como equipe de Gravação, Dill Pereira e Marcelo Adam. Na Mixagem e Masterização por Dill Pereira e edição de vídeos por Rodrigo O. Magalhães. Quem assina a Arte da banda é Devarnier Hembadoom. 

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O vídeo faz um paralelo visual da vida cotidiana, euforia e desespero se misturando na obscuridade dos dias turbulentos que vivemos. Misturando imagens de alegria (num simples passeio pela calçadão das ruas com a banda) e desilusões diárias (Coquetel Molotov e afins). A sonoridade blues-Rock da canção é bem vinda, pois, a participação especial de Lucas Costa na gaita harmônica abrilhanta ainda mais as imagens e a sonoridade de “No Carnaval a Gente Esquece”.
Veja e tire suas próprias conclusões deste belo vídeo, letra e composição dos cinco caras!
Organoclorados é: Alan Gustavo - guitarra; André G - baixo; Artur W - guitarra e voz; Joir Rocha - bateria; Roger Silva - teclados.
Título: Trecho da letra de Luiz Melodia “Quando o Carnaval Chegou.”