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4 Discos de Rock Baiano, a compilação das cinco publicações. Por Leonardo Cima.

Movidos pelo resgate da memória da cena independente da Bahia, no qual o selo SoteroRec tem feito com o Retro Rocks desde o inicio deste ano e por todas as ações que o cenário também tem feito nesse sentido, decidimos trazer uma compilação especial do nosso site para você que nos acompanha. Em 2017, o Portal Soterorock fez uma série de matérias que destacava alguns dos principais discos de rock lançados na Bahia ao longo dos anos. Essa série se chamava "4 Discos de Rock Baiano" e como o nome sugere, quatro discos eram referenciados nas matérias. Foram ao todo cinco publicações com bandas/artistas de gerações distintas reunidas nesta coletânea. 

Você vai encontrar aqui pontuações sobre as obras e o mais importante: o registro público sobre elas, para que possam ser revisitadas e referenciadas ao longo dos anos. Passar em branco é que não pode! O aspecto positivo de se visitar essas postagens é a de ver que a maioria das bandas e artistas citados nelas ainda estão em atividade. O texto introdutório e a imagem com as capas de cada postagem foram mantidos. Já os links para ouvir os discos foram atualizados. Quem sabe a gente não retoma essa nossa originalíssima serie especial? Aguardamos o seu feedback nas redes sociais.




Série “4 Discos de Rock Baiano”: La Fuga, Exercícios de Insubmissão, Décadas e Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes.


O Portal Soterorock estreia hoje mais uma série especialíssima sobre o rock da Bahia. Aqui no “4 Discos de Rock Baiano”, vamos fazer um verdadeiro resgate de pérolas do gênero surgidas na Bahia ao longo dos anos.  A cada postagem quatro trabalhos ganharão destaque, alguns recentes, outros mais antigos, de bandas ativas ou inativas, uns mais referenciais e tantos outros mais que foram esquecidos na poeira do tempo, e que muita gente não teve a oportunidade de conhecer. Essa também é uma maneira de trazer a tona a qualidade e a diversidade dos trabalhos dos artistas locais, mostrando o quanto o rock por aqui é forte, vivo, relevante e significativo. Para este start, trouxemos os trabalhos da Van der Vous, Aphorism, Theatro de Séraphin e Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes.


La Fuga – Van der Vous


Lançado em 2014 sob uma grande expectativa, o La Fuga surgiu envolto de uma sequência de bons shows que a banda realizou ao longo daquele ano. Misturando psicodelismo sessentista, grunge e muito virtuosismo, o trio deu à luz a um álbum corajoso e inspiradíssimo, transitando entre o pop e o experimentalismo em uma liberdade criativa sem fronteiras, e acertando a mão na assimilação de suas influências. Não houve um sucessor dele antes do hiato do grupo, mas ainda dá para embarcar na boa viagem dos rapazes. Os destaques vão para as faixas I Get High e Somehow.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/5D5Tj5NC2sw9BFdbpCzRN0?si=BW6apKWZTd2FDQLcIljDmw


Exercícios de Insubmissão – Aphorism


O segundo trabalho da Aphorism é um dos discos mais bem gravados já feitos por essas terras. O som encontrado no Exercícios de Insubmissão (2015) é agressivo e direto, como um bom death crust deve ser, além de ter ótimas passagens de sludge e heavy metal em suas faixas rápidas e muitas vezes sombrias. É bom frisar aqui a competência da banda em executar perfeitamente as faixas do cd nos seus shows, isso sem titubear um segundo sequer em seus respectivos instrumentos. É de encher os olhos e, principalmente, os ouvidos. Destaque para Morta Vida e Azedume.


Ouça aqui: https://aphorismkvlt.bandcamp.com/album/exerc-cios-de-insubmiss-o


Décadas – Theatro de Séraphin


Um dos melhores discos de 2016 levou mais de um ano para ser lançado depois do término de sua produção. Mas a espera valeu a pena, pois os veteranos da Theatro de Seraphin fez um belíssimo trabalho, com toda a sua influência de rock britânico e com uma melancolia madura que só o tempo pode formar em uma banda. As imagens visuais pintadas pelo quinteto nos sons de Décadas, juntamente aos seus textos reflexivos e algumas vezes angustiantes, levam o ouvinte a lugares diferentes e confortáveis em apertar o botão do repeat no cd player. Há aqui uma sonoridade requintada e cuidadosa, digna de quem sabe o que está fazendo. Fica uma atenção especial para Às Vésperas e O Futuro Foi Ontem.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/6N547sTUGnVPRK9nVDHl0O?si=HAlXTrHwTTyarfXaR3N6Hg


Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes – Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes


Depois de longos anos tocando em diversas bandas locais, os irmãos Thiago Jende e Jamil Jende, na Lavagem do Bonfim, decidiram fundar a BVEAODE somente com eles dois em sua formação. Em 2014 o EP homônimo de estreia do duo foi lançado com ótima repercussão e com uma sonoridade pomposa. São somente duas pessoas aqui, mas não se engane: o som é volumoso, pesado, com elementos de blues, stoner e rock setentista, com o baterista assumindo os vocais e o guitarrista mandando bem nos riffs. Tudo isso em uma atmosfera de estrada de barro seco e chão pisado. Ouvidos atentos nas faixas Mulher Kriptonita e Olhos Virados.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/14DQiE8jSDTnlilcYAC8Zb?si=R-CXcAOSS7GzAbdTIb9MHw




Série “4 Discos de Rock Baiano”: Rivermann, Wombs in Rage, Peleja e Todas as Cores.


Dando continuidade a série “4 Discos de Rock Baiano” daqui do Portal Soterorock, trazemos mais uma vez registros fonográficos bem distintos entre si, com obras recentes e também com peso histórico significativo para acena local. Aqui, há o bom dialogo com suas respectivas épocas e a qualidade das gravações é o elemento que atravessa os anos, e dá a liga entre bandas/artista. O indie, o groove, o stoner e o folk muito bem representados aqui na Bahia. Neste momento, destacamos os trabalhos das bandas Rivermann, Úteros em Fúria, 32 Dentes e André L. R. Mendes.


Rivermann – Rivermann


Com um som influenciado por grupos norte americanos de guitar bands garageiras da década de 1990, mesclado ao rock inglês dos anos oitenta, o quarteto camaçariense Rivermann lançou o seu homônimo trabalho de estreia em 2013. As guitarras distorcidas deste EP de cinco faixas possuem uma certa melancolia que abrilhanta os acordes das canções, guardadas por uma cozinha firme e segura. As suas letras, que tratam do cotidiano, são abordadas de maneira reflexiva e poética em meio ao noise feito na medida para uma audição extremamente acessível! Escute Radiante e Despedaçando Medos.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/3KMQWdtGa0DW0CD0Sumopx?si=kdCZq2WuRKqoFnyMr64SFA


Wombs in Rage – Úteros em Fúria


Um dos pilares do rock na Bahia, essa obra é um marco do gênero por aqui. Isso não só pelo seu registro, mas também por tudo o que envolveu a banda naquele período, como as suas famosas apresentações e por ter inaugurado uma nova fase no cenário roqueiro local, chamando a atenção das pessoas no início dos anos noventa e influenciando o surgimento de outros grupos. O Wombs in Rage (1993) é uma ótima síntese musical de seu tempo, contendo guitarras groovadas e ótimos solos, com uma influência de classic rock setentista repaginada e bem característica da época, vocal forte cantado em inglês, e baixo e bateria dialogando certo. Há ecos deste trabalho do quinteto reverberando até hoje por aqui! Drop the needle in Be Bigger and Birds.


Ouça aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0oSaza7T50o


Peleja – 32 Dentes


Rápido e rasteiro! É assim o EP Peleja (2016) do trio feirense 32 Dentes. A estreia dos rapazes foi marcada por ser cheia de vontade e velocidade, chamando a atenção para uma linguagem diferenciada e também original dessa nova geração de bandas surgidas no interior da Bahia. A obra tem bastante energia e é repleta de bons riffs, que transitam entre o stoner e o hard rock em suas composições. Isso tudo “compactado” em três faixas! No seu texto, o cotidiano se faz bem presente nos seus versos sem filtros! Destaques para Nada Além do Orgulho e Dolores.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/0SQ1blGCWyx1fpFovIRUoD?si=a-EaEN1PSxqsDfeQ8ZB2zw


Todas as Cores – André L. R. Mendes


Este é o sexto álbum da carreira solo do cantor e compositor André L. R. Mendes. Aqui é elucidada a maneira mais bem aperfeiçoada de como ele utiliza cada vez melhor os recursos que possui para ter gravado boa parte da sua discografia. O violão, um pouco de guitarra, programações e efeitos do seu ipad ajudam-no a dar forma a sua arte. Responsável por todo o processo (criação, execução e finalização) e de maneira independente, o músico alcança um ótimo nível de amadurecimento em sua composição, que veio sendo aperfeiçoada ao longo dos anos até chegar em Todas as Cores (2016). Este disco é uma ótima visão sobre o artista, sobre o ambiente a sua volta e a sua música. Destaques para Naufrágios e Amor.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/3b4gAVsOg0tbrihGr8pHOf?si=NSZSFDzOTGO2pMohxLwhMA



Série “4 discos de Rock Baiano”: Quintais Abertos, Aquele que Superou o Fim dos Tempos, Azul Profundo e O Pensamento é um Imã.


Mais uma sexta feira e mais uma postagem da nossa série especial, sempre trazendo quatro discos históricos do cenário roqueiro baiano. Neste momento, os sons dessas obras passam do stoner ao indie, sem deixar de lado o blues e o new rock. Cada um a sua maneira, os trabalhos da Novelta, Weise, Reverendo T e os Discípulos Descrentes e Vivendo do Ócio são os destaques desta edição.


Quintais Abertos – Novelta


Lançado em 2015, o trabalho de estréia dos feirenses da Novelta foi antecedido por um bom trabalho de divulgação e a expectativa pelo som do quarteto foi crescendo até o dia do seu lançamento. E não houve desapontamento! Com seis faixas, Quintais Abertos é uma boa investida dentro de um stoner rock feito com personalidade, possuindo bons arranjos, se arriscando bem em temas longos e uma sonoridade de qualidade. Ter bebido na fonte do deserto de Joshua Tree fez bem ao quarteto, que colheu bons frutos com a sua música. A paisagem da região de origem do grupo é bem pintada musicalmente aqui.  É ouvir para ver. Escute Santa Poeira e Ancorado.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/7h0IHhoR7DmC21B1g921dk?si=Ua96b9-USBGzHZfZfpTsJQ


Aquele que Superou ao Fim dos Tempos – Weise


Esse disco é uma das pérolas mais preciosas já feitas no rock da Bahia e não pode ser esquecido de maneira alguma. Lançado no final de 2013, o segundo cd do grupo é recheado de ótimas composições tortas e descompromissadas, com ecos de Pavement em seu DNA e influenciadas por um indie que vale a pena ser escutado. Mas tem muito mais nele! Conseguir misturar punk, valsa e psicodelismo em uma mesma faixa não é uma das tarefas mais fáceis, e amarrar uma abordagem mais conceitual com as quatro ultimas canções, dentro da mesma obra, mais ainda. Há ótimos brilhos de guitarra e bateria registrados nesse último trabalho da Weise. Destaques para Morpheu Menino e Desde o Cordão.


Ouça aqui: https://entorte.bandcamp.com/album/aquele-que-superou-o-fim-dos-tempos


Azul Profundo – Reverendo T e os Discípulos Descrentes


Um dos ótimos trabalhos do incansável Reverendo T e os Discípulos Descrentes, também conhecido como Tony Lopes. Desta vez, soando mais orgânico e com o blues ganhando destaque nas composições. Em Azul Profundo (2014), a voz sussurrada, característica do compositor, ficou mais do que interessante acompanhada apenas por uma guitarra distorcida em vários momentos do EP e pela bateria em passagens pontuais. Cantando os versos existenciais e provocativos de suas letras, o Reverendo T ainda trouxe a tona a face diversa dos seus convidados especiais, o baterista Wilson Santana (PDM) e o guitarrista Felipe Britto. Mergulhar no azul é crer! Ouça mais de uma vez Peça Por Mim e Contra Moinhos de Vento.


Ouça aqui: https://brechodiscos.bandcamp.com/album/azul-profundo


O Pensamento é um Imã – Vivendo do Ócio


Nesse seu terceiro trabalho, a Vivendo do Ócio conseguiu levar definitivamente o clima quente e vibrante das suas apresentações ao vivo para dentro do estúdio. Em O Pensamento é um Imã (2012), as composições do quarteto estão mais amadurecidas e o cotidiano dos rapazes surgem com naturalidade nas suas letras, assim como a Bahia, que é lembrada em vários trechos do disco. Direto e objetivo, com uma velocidade características das bandas britânicas de new rock da primeira década dos anos 2000, o grupo se firma no cenário nacional e aponta o caminho do seu sucessor sem receio algum. Destaque para Radioatividade e Preciso me Recuperar.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/7iwccef4QzL2W8ZJmtZW7n?si=DScCKK1VRHyvTu-TBTNyAQ




Série “4 Discos de Rock Baiano” – Game Over Riverside, Marte, ExoSessions e Ronco.


Mais uma sexta e com ela a quarta postagem da nossa série que destaca obras importantes do rock feito no estado da Bahia. Indo até um passado não muito distante, nesta ocasião trazemos a tona discos com bom impacto no cenário local, cada um com uma marca distinta além da sua música. Entre estes quatro há celebração de retorno às atividades, um amadurecimento de maneira genial, uma obra percussora e uma estreia impactante. Conheça os trabalhos da Game Over Riverside, Declinium, ExoEsqueleto e Ronco.


Game Over Riverside – Game Over Riverside


Depois de um hiato de oito anos parados, a Game Over Riverside marcou o seu retorno com o lançamento do seu primeiro EP no ano de 2016, com seis faixas do seu repertório original. Nesse seu debut, o agora quinteto se manteve fiel à sonoridade das suas composições, ao mesmo tempo em que ambas soam bastante atuais. Do indie ao grunge, passando pelo psicodelismo, o grupo fez da sua estreia um registro de canções explosivas em diversos momentos e velozes em outros. Isso se aplica também ao conteúdo das suas letras, que continuam bastante pertinentes nos dias atuais. Música atemporal não envelhece! Destaques para Little Marchioness e Sadness Online.


Ouça aqui: https://gameoverriverside.bandcamp.com/album/gor-game-over-riverside


Marte – Declinium


Esta talvez seja a obra prima dos camaçarienses da Declinium. Uma verdadeira entrega sincera de sentimentos nas suas musicas ao longo deste EP, atesta esse fato no mais recente trabalho dos veteranos do rock da Bahia. Marte (2014) representa o amadurecimento do som da banda, que traz consigo fortes influências de sons britânicos e com uma veia melancólica muito bem inserida na estrutura das suas composições, entregando uma face belíssima desse sentimento para quem as escuta! Com textos escritos com maestria sobre a perda, a falta e o vazio, as canções se tornaram hinos cantados em uníssono ao longo desses anos em seus shows. Dizer o que se sente faz bem! Se você não conseguir, pode apertar o play em A Espera e em Marte.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/3ynsxSaPCBhYCuAgEBrIix?si=y6ohEcqpQOWS7RhodHjnYw


ExoSessions – ExoEsqueleto


Há quatro anos, a ExoEsqueleto, mesmo que discretamente,  já apontava uma direção e mistura musical muito utilizada por bastante grupos hoje em dia. Em ExoSessions (2013), a banda, antes de muita gente, se antecipou a tendência de mesclar sons regionais baianos com o rock, de maneira original e sem que soasse datada e pretenciosa. A espontaneidade encontrada neste disco marca o início da formação da forte identidade do conjunto, isso em meio a presença do histórico musical de cada um de seus integrantes. Os temas abordados tratam sobre o cotidiano, mas há bastante da Bahia nos versos cantados no cd. Ser visionário é importante e é uma virtude. Destaques para Visceral e Desconforto.


Ouça aqui: https://exoesqueleto.bandcamp.com/album/exosessions


Ronco – Ronco


Em seu trabalho homônimo de 2015, a Ronco trouxe o seu blues rock, e stoner em um EP de sonoridade volumosa e recheado por um paraíso de fuzz. Com muito peso, ótimas texturas, efeitos, solos e soluções inteligentes para os arranjos de suas composições, a Ronco faz um som acessível e sem restrições, mostrando um bom entrosamento entre os componentes. Além da música, a obra possui temática, com as letras girando em torno do ponto de vista de um personagem sobre uma persona feminina em suas faces diferentes. As referências de rock clássico setentista do trio reforça todo o conceito dessa estreia. Groove pesado para os ouvidos! Escute Cidade dos Sonhos e A Suicida.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/3FVvCabAL93qoWNjJYlo90?si=Dcpu38XoRie_pqmjMMN2UA




Série “4 Discos de Rock Baiano”: Roll Up Your Sleeves and Help Us Reach Up This Honker World, Generation Dreams, h… stereo… e Aleluia.


Nesta quinta postagem da nossa série de discos feitos por artistas e bandas da Bahia, bastante obra importante chega para ganhar destaque aqui no Portal Soterorock. Nesse momento, as gerações diferentes dos grupos e a persistência louvável de ambos é a grande interseção entre eles. O rock de garagem, o britpop, o gótico/industrial tocado de maneira peculiar e a diversidade musical, marcam os sons da The Honkers, Teenage Buzz, Modus Operandi e Cascadura.


Roll Up Your Sleeves and Help Us Reach Up This Honker World – The Honkers


Esse terceiro trabalho da banda The Honkers é um verdadeiro registro fonográfico do ápice de um período da cena roqueira daqui da Bahia. Lançado em 2007, o disco traz canções que há tempos vinham sendo tocadas em seus inúmeros shows pela Bahia, restante do Brasil e em alguns países da América Latina de maneira empolgante, veloz e efervescente. E aqui, essa vibração que chega a beirar a pureza do rock’n roll, aproveitou o embalo de todos esses fatos e ganhou a sua gravação. Mantendo a linguagem do seu antecessor autoral, o disco traz temas do melhor do rock garageiro, mas flertando muito bem com o psicodelismo, um pouco mais com o punk rock e com o pop também. A diversão é garantida!  É difícil escolher somente duas, mas aqui vão: Devil Girl e Let me Feel the Sun.


Ouça aqui: https://youtu.be/qGWhQ441Gqs


Generation Dreams – Teenage buzz


Em seu segundo disco, a Teenage Buzz mostrou um amadurecimento significativo em suas composições. Generation Dreams (2015) é um bom e agradável resultado de influências britpop noventista com o rock pop e de garagem dos anos sessenta. Com uma sonoridade moderna, o grupo não soa como um conjunto de new rock e ganha muito em personalidade, com o seu perfil acessível de suas músicas. Os bons timbres das guitarras, ótimas estruturas vocais, uso de instrumentos como acordeão, gaita e percussão dão mais brilho as faixas do seu disco. Uma boa linguagem britânica para o rock local. Escute Melancholic Drugs e Blinding Light.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/4blLmHJmXmeOShUXmvA7IC?si=SmW5ihYIRl6rEc5JcP3zjw


h... estereo... – Modus Operandi


Na sua estréia em disco, o quarteto soteropolitano Modus Operandi, deu à luz a sua música singular feita de maneira incomum, desprendida dos formatos convencionais do rock. Todo o caos e o turbilhão musical do grupo, que expressa bem a espiral frenética da nossa capital e das demais metrópoles, foram gravados nesta obra celebrada dentro e fora do Brasil. Utilizando furadeira, pedaços de metais e materiais reciclados no lugar da guitarra, sintetizador, baixo e bateria, a banda processou ao seu jeito o som gótico, o sinth pop e o rock industrial, com um texto existencialista e em alguns momentos surreais. O h... estereo... (2008) é tão interessante e corajoso, que já existe um tributo a ele. Destaques para Vazios de Palavras e Instintos e Canção de ninar.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/3WOEPrfoY1z3p3gPXZCtOX?si=hyIJVYtOQi6WeFEWm_Kpvw


Aleluia – Cascadura


Em 2012, o Cascadura lançou o seu último trabalho, Aleluia, um épico duplo recheado de ótimas composições e de uma bagagem cheia de experiências musicais acumulada pelos seus integrantes. Em uma homenagem a cidade de Salvador, o disco traz uma grande diversidade de influências, como o passeio pelas linguagens do rock que o grupo experimentou em sua carreira (do clássico ao moderno), o samba reggae, o jazz, ritmos regionais baianos, o som da motown, percussões candomblecistas, sopros e tudo o mais o que um ouvido bem atento pode captar. O cd também tem diversas participações especiais interessantes, que surgem ao longo da obra e que a enriquece mais ainda. Um trabalho cuidadoso, que vai se manter relevante por longos anos! Destaques para Colombo e Cantem Aleluia.


Ouça aqui: https://open.spotify.com/album/48kQtMfKXoEdy6ENDbxlKF?si=yv9m7EC8R02G5sAMUj1GPw

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